estamira é uma esfinge. quantas esfinges modernas atravessam nossos caminhos todos os dias? surdos... todos nós... ouvidos moucos. uma melda... seremos todos, completamente e invariavelmente, devorados. um a um... não interessa quanto tempo levará. não sobrará nada, ou quase nada. não entraremos para a história. nossos netos mal lembrarão nossos nomes. e se lembrarem, não lhes restará um fiapo de orgulho. não saberemos o que fazer com aqueles monumentos entulhados nas praças... derretam! derretam tudo! derretam todos... destruam tudo! o horror, o horror... seremos, finalmente, a-históricos. estamira está muda. mário quintana e drummond, na praça da alfândega, estão mais do que mudos. general osório está mudo e a cavalo. uma melda total... e quando as esfinges não estão mudas, tratamos de emudecê-las... nós, com nossos olhinhos de classe média, só sabemos observar as esfinges dentro do contexto do espectáculo, do esquisito, do "não-eu" ou do "não-é-dos-meus"... "tudo uma cambada de bêbado", dizemos... observamos, mas não escutamos. muito menos as deciframos! alguém ainda escuta as palavras do REI e chora com suas melodias?! uma verdadeira merda... destruam tudo, afinal.
2 comentários:
é muito bom pra carajo!!!!!!
quem tem ouvidos
que
ouça...
estamira é uma esfinge. quantas esfinges modernas atravessam nossos caminhos todos os dias? surdos... todos nós... ouvidos moucos. uma melda... seremos todos,
completamente e invariavelmente, devorados. um a um... não interessa quanto tempo levará. não sobrará nada, ou quase nada. não entraremos para a história. nossos netos mal lembrarão nossos nomes. e se lembrarem, não lhes restará um fiapo de orgulho. não saberemos o que fazer com aqueles monumentos entulhados nas praças... derretam! derretam tudo! derretam todos... destruam tudo! o horror, o horror... seremos, finalmente, a-históricos. estamira está muda. mário quintana e drummond, na praça da alfândega, estão mais do que mudos. general osório está mudo e a cavalo. uma melda total... e quando as esfinges não estão mudas, tratamos de emudecê-las... nós, com nossos olhinhos de classe média, só sabemos observar as esfinges dentro do contexto do espectáculo, do esquisito, do "não-eu" ou do "não-é-dos-meus"... "tudo uma cambada de bêbado", dizemos... observamos, mas não escutamos. muito menos as deciframos! alguém ainda escuta as palavras do REI e chora com suas melodias?! uma verdadeira merda... destruam tudo, afinal.
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